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Não venho tratar desse Brasil, país que atingiu todos os progressos, o mais alto grau de civilização, que a insatisfação de sua gente levou aos pontos mais inacessíveis. O Brasil, de que venho neste momento tratar, não é o Brasil dos arrogantes arranha-céus, das maravilhosas cidades, dos impressionantes empreendimentos, das opulentas indústrias, das arrojadas estradas de ferro, das grandes conquistas em todos os campos do progresso humano.

O Brasil das famosas universidades, das ansiedades incontidas no avanço das ciências e da cultura, que tenta os estudiosos de todos os ramos da especulação cultural, mas o Brasil que seduz, ao se revelar rico em mistérios e surpresas, que é encantamento de etnógrafos e folcloristas; estende os seus braços aliciantes a naturalistas e antropólogos, sociólogos, geógrafos, arqueólogos e etnólogos, a botânicos e etnógrafos, aos artistas plásticos, da pena ou das artes rítmicas.

É um país de maravilhas, que não desmerece o outro, fonte perene, inesgotável de ensinamentos, que obriga o homem a ser forte e persistente, cadinho onde se temperam energias, manancial inconsumível de riqueza, de seiva, de vida.

Um Brasil que deslumbra, encanta e prende. O Brasil onde o homem simples luta e vive a sua tragédia grandiosa, realizando hora a hora páginas de epopéia.

(BETTENCOURT, Gastão de. Flagrantes do folclore do Brasil.)

Edição Anterior: Setembro 1998

Frevo; As aventuras do pavão misterioso; A moura torta, A origem da noite; Saci-Pererê;  Receita de feijoada; A história do café, suas utilidades e terapêutica; Atirei o pau no gato; Pregões de vendedores ambulantes; Cadê o toucinho?  Se você perdeu a edição de setembro, ainda pode vê-la clicando AQUI.

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  Festa da Penha: A primeira lenda refere-se a um cidadão que, vivendo no interior do Brasil, talvez nos confins de Mato Grosso, viu-se ameaçado por um fabuloso jacaré. Estaria numa região pantanosa, onde foi parar, numa de suas crises de sonambulismo. De repente acordou.

Veja ainda: O Círio de Nazaré, e a festa de Nossa Senhora de Aparecida em  Festança

  Afinal conheceram que ela estava morta, e vieram dar parte a Malasartes. Ele pôs as mãos na cabeça dizendo: "Estou perdido; vou para a forca; me mataram a filha do rei!…"

Pedro Malasartes e suas aventuras estão em Imaginário, que ainda tem a história do padre e o menino esperto, e a lenda da mandioca. 

Quero cantar ser alegre
Que a tristeza não faz bem
Inda não vi a tristeza
Dar de comer a ninguém

  Conheça mais quadrinhas amorosas, a poesia de Patativa do Assaré e a popular xácara A Nau Catarineta em Cancioneiro

  A versatilidade da mandioca em diversas receitas. Aprenda a fazer bolinho de aipim, bobó de camarão, pato no tucupi, farofa de carne seca, vaca atolada e bolo de mandioca.

"O apressado come cru" veja a comida na boca do povo, e conheça um pouco mais sobre o caju em  Colher de Pau.

Em Folhinha, para cada   dia, uma coisa diferente, uma receita, um acalanto, um benzimento, uma reza, quadrinhas, crendices, adivinhas, provérbios e muito mais. Não deixe de ver.

No Almanaque da Jangada Brasil, não perca: O primeiro vôo do 14-Bis; A origem dos nomes de alguns estados brasileiros; Causos e anedotas e muito mais. Confira!

Divirta-se aprendendo a fazer um avião de papel, pulando amarelinha, brincando de roda cantando Rebola a bola e muitas outras brincadeiras.

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