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| Não venho tratar desse Brasil, país que atingiu todos os progressos, o mais alto
grau de civilização, que a insatisfação de sua gente levou aos pontos mais
inacessíveis. O Brasil, de que venho neste momento tratar, não é o Brasil dos
arrogantes arranha-céus, das maravilhosas cidades, dos impressionantes empreendimentos,
das opulentas indústrias, das arrojadas estradas de ferro, das grandes conquistas em
todos os campos do progresso humano. O Brasil das famosas universidades, das ansiedades incontidas no avanço das ciências e da cultura, que tenta os estudiosos de todos os ramos da especulação cultural, mas o Brasil que seduz, ao se revelar rico em mistérios e surpresas, que é encantamento de etnógrafos e folcloristas; estende os seus braços aliciantes a naturalistas e antropólogos, sociólogos, geógrafos, arqueólogos e etnólogos, a botânicos e etnógrafos, aos artistas plásticos, da pena ou das artes rítmicas. É um país de maravilhas, que não desmerece o outro, fonte perene, inesgotável de ensinamentos, que obriga o homem a ser forte e persistente, cadinho onde se temperam energias, manancial inconsumível de riqueza, de seiva, de vida. Um Brasil que deslumbra, encanta e prende. O Brasil onde o homem simples luta e vive a sua tragédia grandiosa, realizando hora a hora páginas de epopéia. (BETTENCOURT, Gastão de. Flagrantes do folclore do Brasil.)
Frevo; As aventuras do pavão misterioso; A moura torta, A origem da noite; Saci-Pererê; Receita de feijoada; A história do café, suas utilidades e terapêutica; Atirei o pau no gato; Pregões de vendedores ambulantes; Cadê o toucinho? Se você perdeu a edição de setembro, ainda pode vê-la clicando AQUI. |
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