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homenagem ao dias das aves e animais
O BOI BARROSO

1
Meu bonito boi barroso
Que eu já contava perdido
Deixando o rastro na areia
Foi logo reconhecido


2
Montei no cavalo escuro
E trabalhei logo de espora
E grite: aperta, gente
Que o meu boi se vai embora!


3
No cruzar de uma picada
Meu cavalo relinchou
Dei de rédea para a esquerda
E o meu boi me atropelou


4
Ajudai-me, companheiros
Não me deixem morrer só
Ali vem o boi barroso
Estralando o mocotó!


5
Nos tentos levava um laço
Com vinte e cinco rodilhas
Pra laçar meu boi barroso
Lá no alto das coxilhas


6
Mas no mato carrasquento
Onde o boi ‘stava embretado
Não quis usar o meu laço
Pra não vê-lo retalhado


7
E mandei fazer um laço
Da casca do jacaré
Pra laçar meu boi barroso
Num redomão pangaré


8
E mandei fazer um laço
Do couro da jacutinga
Pra laçar meu boi barroso
Lá no passo da restinga


9
E mandei fazer um laço
Do couro da capivara
Pra laçar meu boi barroso
Nem que fosse a meia-cara


Estribilho
Meu boi barroso
Meu boi pitanga
O teu lugar
É lá na canga


(MEYER, Augusto. Cancioneiro gaúcho)

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