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Ano 5 - setembro  2002 - nº 49

QUERIDOS LEITORES

Chegamos ao nosso quarto aniversário e, para comemorar esta data, preparamos uma edição inteirinha sobre a mais brasileira das bebidas: a cachaça.

Estão reunidos neste número, textos sobre os mais diferentes aspectos envolvendo a "purinha", desde a planta da cana até os costumes relativos a seu consumo, passando por lendas, populário e usos na medicina popular. Também relacionamos uma bibliografia com cerca de 120 títulos sobre a "branquinha".

Agradecemos a todos vocês pelo apoio e carinho recebidos nestes quatro anos. E, como o tempo é de comemoração, passemos a ela, a estrela da festa, a cachaça, também conhecida por abre, abrideira, aca, aço, água-benta, água-bruta, água-de-briga, água-de-cana, água-que-passarinho-não-bebe, aguardente de cana, águas-de-setembro, arrebenta-peito, azuladinha, azulzinha, bagaceira, baronesa, bicha, bico, birita, boa, borbulhante, boresca, branca, branquinha, brasa, brasileira, caiana, calibrina, cambraia, cana, cândida, canguara, canha, caninha, canjebrina, canica, capote-de-pobre, catuta, caxaramba, caxiri, cobreira, corta-bainha, catréia, cumbe, cumulaia, danada, dengosa, desmancha-samba, dindinha, dona-branca, elixir, engasga-gato, espírito, esquenta-por-dentro, filha-de-senhor-de-engenho, fruta, gás, girgolina, gororoba, gramática, guampa, homeopatia, imaculada, já-começa, januária, jeribita, jinjibirra, junça, jura, jurubita, legume, limpa, lindinha, lisa, maçangana, malunga, malvada, mamãe-de-aruana, mandureba, marafo, maria-branca, mata-bicho, meu-consolo, minduba, miscorete, moça-branca, morrão, morretiana, mundureba, óleo, orontanje, panete, parati, patrícia, perigosa, pevide, pilóia, pinga, piribita, porongo, prego, pura, purinha, quebra-goela, quebra-munheca, rama, remédio, restilo, retrós, sete-virtudes, sinhaninha, sinhazinha, sipia, sumo-da-cana, suor-de-alambique, supupara, tafiá, teimosa, terebintina, tiquira, tiúba, tome-juízo, três-martelos, uca, xinapre, zuninga, e muitos outros nomes pelo Brasil afora.

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Ilustração de Marcos Jardim

BRANCA, BRANQUINHA, MOÇA BRANCA...
FONTE INSPIRADORA
FEITA DE CANA CRIOULA...
ÁGUA QUE PASSARINHO NÃO BEBE
REMÉDIO BOM


UM PRESENTÃO DE ANIVERSÁRIO

E a festa não acaba por aí. Veja a sabedoria popular nos provérbios em
COMO DIZIA VOVÓ...

 Visite!


Advertência
Esta edição pode ser apreciada sem moderação

vin01.gif (846 bytes)"Abrideira, a inicial, primeiro copo, primeira dança, primeiro prato. O inverso de saideira. Diz-se, também, abre, e nessa acepção, Henry Walter Bates, em 1849, ouviu no Alto Amazonas: "... seguindo o costume universal do Amazonas, onde parece aconselhável, por causa da alimentação fraca de peixe, cada qual tomava meia xícara de cachaça, o abre, como eles chamam" (O naturalista do rio Amazonas, v.I, p.299, São Paulo, 1944)"

(Cascudo, Luís da Câmara. Dicionário do folclore brasileiro. Rio de Janeiro, Ministério da Educação e Cultura / Instituto Nacional do Livro, 1954)
BRANQUINHA
"Branquinha",
"Branquinha",
é suco de cana
pouquinho — é rainha,
muitão — é tirana...

— "Em jejum ente arrecebo
cuma xarope dos bebo...
Tu puxas, eu arrepuxo,
bates comigo no chão,
bato contigo no buxo...


Para ver mais quadras
RECEITAS
Batida de maracujá

Bata no liquidificador:

1 parte de suco de maracujá
3 partes de cachaça
1 parte de açúcar
Gelo à vontade.

Coe para copos de coquetel dos maiores.


Para ver mais receitas

PROVÉRBIOS
Cachaça tira juízo, mas dá coragem

Cana na fazenda dá pinga; pinga na cidade dá cana

Para ver mais provérbios

PINGATERAPIA
Pinga com açúcar evita a recaída

Pinga com fernet cura dor de barriga

Para ver mais pingaterapia

PARA SABER MAIS


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